Tuesday, June 12, 2007

Le Post Triste (hon, hon)

Estiquem o bracinho, baixem as calças... Façam como quiserem, mas hoje vou injectar-vos alguma tristeza nessas veias, seja de que maneira for (e por onde for).
O vosso dia correu bem? O meu, não. Nasceu enjoado numa manhã enorme de vazio... com vontade de ficar enrolado num tempo quente, e não sair de lá. Mas teve que sair, o coitado! E teve que se deparar comigo uma vez mais. Espreitou pela fresta do 'estore', viu-me deitada na minha cama, também ela cheia de nada, e acordou-me com o seu cinzento característico. O meu 'bom dia' saiu em forma de suspiro, e ele retribuiu com umas lágrimas a escorrer na minha janela. Não nos falámos desde que nos vimos. Estávamos os dois tristes. E íamos dizer o quê: 'Hoje vamos fazer por ser um dia bom!', quando já sabemos que estamos fartos um do outro, e que nada de bom sai de nós?
Mas o pior é quando nos lembramos da nossa infância, e contemplamos o que de melhor tivemos. Éramos os melhores amigos. Eu tinha energia, ele tinha tempo... tanto tempo, que parecia não acabar. Eu queria que não acabasse.
Sempre tive a sensação de que o dia nunca dormia. Sempre tive a sensação de que me esperaria para sempre... E sempre que eu acordava, ele estava lá. E ainda está... só que muito cansado. E sou eu que vou esperar que uma noite se deite ao meu lado, e adormeça. Quero que ele adormeça ao mesmo tempo do que eu, para nos encontrarmos num sonho que já tivemos. Depois, quando for a altura de a chata Manhã nos acordar, vamos tapar os ouvidos, meter-lhe a lingua de fora, e até virar-lhe as costas! Dizem que as crianças conseguem ser 'cruéis'... Mas eu e o dia não quereremos saber... porque vamos os dois estar juntos num tempo que também nunca crescerá.

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